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As drogas destroem as Famílias

Diga Não às Drogas

Fuma demais o peito dói
Esta é a história de um bad boy que se foi
Olha o que ela fez com ele. Olha o que ela fez.
Cheira demais a cabeça corrói bate na mãe a família destrói, triste fim
Olha o que ela fez com ele. Olha o que ela fez.

Ecstasy, Raxixe, Craque…
Alucinado não conseguiu dormir
Olha o que ela fez com ele. Olha o que ela fez.

Craque sim mas de futebol
Não seja burrinho diga que não ta afim
Olha o que ela fez com ele. Olha o que ela fez

Refrão:
Crianças cheiram cola e não vão pra escola
O Pai bebendo enquanto o filho pede esmola
No farol ele assalta, brinca, deita e rola
Depois vai na bocada para comprar mais droga
Diga não, diga não, diga não as drogas

Injetou, ficou doidão, viajou na paranóia da alucinação.
Olha o que ela fez com ele. Olha o que ela fez.

Conheceu uma bad girl, se perdeu na transa e olha só no que deu.
Olha o que ela fez com ele. Olha o que ela fez.

Da camisinha não quis saber, e foi premiado com o HIV
Olha o que ela fez com ele. Olha o que ela fez.
Overdose, convulsão, um ataque fulminante parou seu coração.

Carta aberta as família

Sou um usuário de drogas. Preciso de ajuda.

Não resolvam meus problemas por mim. Isto somente me faz perder o respeito por vocês.

Não censurem, não façam sermões, não repreendam, não culpem ou discutam, esteja eu drogado ou sóbrio. Isto pode fazer vocês se sentirem melhor, mas só vai piorar a situação.

Não aceitem minhas promessas. A natureza da minha doença me impede de cumpri-las, mesmo que naquele momento tencione fazê-las. As promessas são meu único meio de adiar a dor. E não permitam mudanças de acordos. Se um acordo foi feito, mantenham-se firme nele.

Não percam a paciência comigo. Isto destruirá vocês e qualquer possibilidade de me ajudarem.

Não permitam que sua ansiedade por mim faça vocês fazerem o que eu deveria fazer por mim mesmo.

Não encubram ou tentem poupar-me das consequências do meu uso de drogas. Isto pode diminuir a crise, mas fará a minha doença piorar.

Sobretudo, não fujam da realidade como eu faço. A dependência de drogas, minha doença, torna-se pior enquanto eu persistir no uso.

Comecem agora a aprender, a compreender e a fazer planos para a sua recuperação. Procurem o Nar-Anon, grupos que existem para ajudar as famílias daqueles que abusam das drogas.

Preciso da ajuda – de um médico, de um psicólogo, de um conselheiro, e de um adicto em recuperação que encontrou a sobriedade em Narcóticos Anónimos, e principalmente de Deus. Eu não posso ajudar a mim mesmo.

Seu usuário.

Tratamento para indivíduos com

abuso ou dependência de cocaína e crack

A dependência de cocaína é um transtorno passível de tratamento, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Porém é certo que nenhum modelo de tratamento pode ser considerado eficaz para todos os pacientes. Indivíduos que desenvolvem Dependência de cocaína possuem diferentes características e necessidades. Estudos apontam uma boa relação custo-benefício do tratamento; o resultado mais comum dos diversos tratamentos é a redução do consumo nos anos posteriores, bem como a diminuição das atividades ilegais e dos comportamentos criminal do dependente. O tratamento, porém, necessita ser entendido como um processo contínuo, assim como modelos médicos utilizados em doenças crônicas, tal qual Diabetes e hipertensão arterial.

Nem todos os usuários necessitam de tratamento; muitos interrompem definitivamente o consumo após o surgimento dos primeiros prejuízos. Outros, todavia, continuam a usar a cocaína apesar das conseqüências evidentes que passam a apresentar. A necessidade do tratamento é muitas vezes determinada pelo envolvimento obsessivo do sujeito com a droga que passa a prejudicar os demais aspectos de sua vida.

Redução de danos diminui riscos para Alcoólicos que não

conseguem abstinência total ao alcool.

A abstinência sempre foi a única cura para o alcoolismo. Agora, a polêmica técnica da redução de danos defende que, em alguns casos, o melhor não é tentar parar, mas beber menos

Krishma Carreira

Seja sincero. Quando você está estressado, o que sonha fazer? Sair com os amigos para uma happy hour? Chegar em sua casa e tomar uma dose de sua bebida predileta? Que alívio, os problemas parecem ir embora no primeiro gole. Assim como tinham sumido ontem, anteontem e em todos os dias da semana passada. Tanto que você começa a ficar incomodado. Será que já é tempo de parar de beber?

A solução clássica para quem já admitiu ser dependente de álcool sempre foi a busca da abstinência, ou seja, abandonar a bebida de vez. Mas a verdade é que nem todo mundo quer ou consegue parar de beber. E muitos usuários não precisam mesmo dessa medida radical. Para felicidade deles – e da indústria do álcool –, basta aprender a lidar com a bebida da forma mais saudável possível. Esse pensamento é compartilhado por um grupo de estudiosos no Brasil, que defende essa abordagem diferente, conhecida como redução de danos.

Um exemplo de como isso funciona está na Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista de Botucatu (Unesp). A idéia surgiu depois que os professores descobriram que, entre 1998 e 2001, 25% dos alunos bebiam cinco ou mais drinques em uma única ocasião por mais de uma vez em um período de duas semanas (situação de risco para quem entende do assunto). Os alunos desse grupo passaram a receber uma aula de como diminuir seus riscos sem largar a bebida. Os responsáveis pelo programa aboliram do discurso qualquer apelo à abstinência. Eles sabem que isso só afastaria a garotada. As dicas dadas a eles valem para qualquer um (leia na página 75).

Também faz parte da redução de danos atacar os prejuízos que o hábito traz, em vez de simplesmente atacar o consumo de álcool. É o caso da campanha que aconselha a não dirigir embriagado. Essas campanhas não querem que as pessoas parem de beber, e sim que parem de se acidentar. As medidas coletivas de redução incluem ainda disponibilização de bafômetros nos bares para quem quer descobrir o grau em que se encontra e até a não utilização de recipientes de vidro em festas populares para evitar ferimentos. Em alguns lugares do país, garçons estão sendo treinados para identificar aqueles que passaram do ponto.

A internet tem tudo para ser uma aliada essencial dos adeptos dessa estratégia. Um site da Nova Zelândia (www.alcohol.org.nz) e outro do Canadá (www.virtual-party.org) têm uma proposta interessante. No primeiro há jogos e testes que simulam situações, discutem hábitos e atitudes em relação ao álcool. No segundo, o internauta pode se identificar como o convidado de uma festa. Por meio da escolha de comportamentos, ele vai aprender as conseqüências de cada um de seus atos.

A escalada: do ritual de passagem ao uso recreacional e a dependência drogas

Droga psicoativa ou substância psicotrópica é a substância química que age principalmente no sistema nervoso central, onde altera a função cerebral e temporariamente muda a percepção, o humor, o comportamento e a consciência. Essa alteração pode ser requerida para fim recreacional (alteração proposital da consciência), rituais ou espirituais (uso enteógeno ou enteogénico, Daime, DMT, etc.), científicos (funcionamento da mente) ou médico-farmacológico (como medicação).

progressão do uso de substância é vista como um aumento no consumo ou aumento dos problemasdecorrentes do uso de álcool e outras drogas.

Freqüentemente, imperceptível para o usuário, a substância psicoativa assume um papel cada vez mais importante, tendo como conseqüência o aumento de problemas decorrentes do uso da substancia.

Mesmo que a experimentação inocente possa ser inofensiva para muitos, para outros serve como uma introdução ao uso recreativo de drogas.

Embora tenhamos observado casos em que os indivíduos estabelecem uma relação problemática quase instantânea com álcool ou outras substâncias psicoativas, a progressão para um transtorno por uso de substância (SUD: Substance Use Disorder) geralmente acontece em três etapas.

Como veremos adiante, cada estágio é totalmente independente do seu estágio seguinte.

Mas não poderíamos prosseguir sem nos perguntarmos:

  1. O que separa um estágio do próximo?
    Por exemplo, o que separa o uso experimental do uso recreacional?
  2. O uso de uma substância pela segunda vez significa que o usuário/experimentador passou de experimental para recreativo?
  3. Se eu fumar maconha hoje e novamente fumar maconha amanhã, isso me “promoveria” de experimentador a usuário recreacional?
  4. Será que faltar apenas um dia de trabalho, em conseqüência do uso de substancias, poderia ser considerado uma conseqüência do uso de drogas? Nesse caso, seria um indicador de abuso de substancias?
  5. E se eu deixasse de comparecer ao trabalho várias vezes? Seria um indicador de abuso ou dependência?
  6. Ou talvez… dirigir sob efeito de álcool e outras substâncias me colocaria na categoria “usuário recreacional” ou “usuário dependente”?

Como vimos, nas perguntas acima, o limite entre uso experimental, uso recreativo e uso abusivo é muito tenue e só pode ser percebido quando o usuário ultrapassa o estágio anterior.

Álcool. Infelizmente Lícito


O alcoolismo e todas as demais dependências químicas, ao contrário das outras doenças, é uma patologia coletiva, pois ataca e afeta profundamente todos aqueles que estão ligados afetivamente ao usuário. O usuário é chamado de “dependente” e pais, avós, cônjuges, namorados, irmãos, etc…são chamados de “codependentes”.

Esta é uma das dificuldades no manejo desta doença, pois de nada adianta tratar apenas o usuário. A família também precisa se tratar, mudar de conduta, deixar hábitos antigos. De nada adianta querer que o filho deixe de beber se a família mantém barzinho em casa e todos bebem socialmente. Jamais esquecer que quem bebe social…mente. O exemplo não é mais apenas uma maneira de educar: é a ÚNICA maneira de educar. Pais e professores alcoólatras e fumantes esquecem disso, lamentavelmente.

O alcoolismo é uma dependência devastadora, pois destrói o dependente física e psicologicamente, além de levá-lo à ruína financeira, social e familiar. É comum o alcoolista ficar solitário, pois em certos casos a família esgota sua energia, suas finanças e adoece de tal forma que não vê outra solução senão a de abandonar o dependente à sua própria sorte.

É inútil pensar que a dependência é um desvio de caráter, que é uma vergonha para a família e coisas deste tipo. É uma doença, está registrada no CID (Código Internacional de Doenças). É uma patologia incurável, progressiva e fatal, se o dependente não tiver um manejo adequado. Analogia: o diabetes é uma doença crônica incurável, mas se o doente se conscientizar disso, se mantiver rigidamente longe do açúcar, fizer uma dieta adequada e seguir todos os conselhos médicos, morrerá de outra doença e jamais de diabetes. O mesmo ocorre com o alcoólatra: ele terá de usar de todos os recursos e motivações para se manter longe da sua droga para o resto da vida. E isso é uma tarefa difícil de cumprir.

Por isso, surgiram os grupos de mútua ajuda, uma feliz iniciativa de Bill e Bob, dois norte-americanos (um médico e outro, corretor da bolsa de valores de Nova Iorque) que fundaram os Alcoólicos Anônimos, mais conhecidos por AA. Os AAs foram fundados há mais de 70 anos e hoje estão presentes em quase todos os países do mundo, com notáveis resultados na recuperação de alcoólatras. Resultados reconhecidos pelos médicos e psicólogos. Tanto é verdade que os profissionais da medicina, nos hospitais, recomendam ao alcoolista que está por receber alta que trate imediatamente de frequentar um grupo de AA.


Sobrinho Sobrinho

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